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16 de abr. de 2013

Uma nova fase

Até pouco tempo atrás, eu era mãe de dois seres indefesos, dependentes e inocentes.

Hoje, quando paro para pensar, vejo que esses pequenos seres se transformaram em duas grandes pessoinhas, cada uma com seu jeito especial, com sua forma de brincar, de pensar e de reagir às diferentes situações.

A Gabi já está no primeiro ano do ensino fundamental. Quantas descobertas, quantas experiências, quanto aprendizado em tão pouco tempo. Este, com certeza, está sendo um marco muito importante na vida dela (e da nossa também, claro). É como se ela estivesse entrando numa nova fase da vida.

Agora estuda em um colégio grande, onde passou a conviver com crianças de todas as idades. Agora tem recreio, tem que levantar a mão quando quer ir ao banheiro ou beber água. Tem agenda para marcar as atividades e lição de casa duas vezes por semana. Tem Educação Física, Informática, Biblioteca. Tem até assembléia para encontrar soluções para os “problemas” da turma. Tudo é novo e empolgante.

Ontem, ela trouxe para me mostrar o “Semanário” da turma dela. Que idéia bacana! É um grande caderno, construído em conjunto pelos alunos e professoras, onde são registrados os principais acontecimentos de cada semana. Os passeios, as brincadeiras novas, as aulas de artes, as leituras, os aniversários... Tudo é assunto para o Semanário.

Parece algo simples... óbvio até. Mas confesso que me emocionei. E acho que não foi só por ver as fotos da Gabi super feliz com seus novos amigos, aprendendo tanta coisa nova. Mais do que isso, acho que senti a importância de que toda essa vivência terá na vida dela.

Bem vinda a essa nova fase, Gabi!



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12 de jun. de 2012

Revista Emília

Hoje, super por acaso, conheci a Revista Emília, uma revista sobre leitura e literatura para crianças e jovens.

Ainda estou explorando esse material tão rico, mas confesso que já virei fã do projeto.
 
A revista foi idealizada por profissionais renomados da área editorial com o compromisso de democratizar a leitura e incentivar discussões e reflexões sobre o assunto. São dicas de livros, eventos para crianças e jovens, palestras e, o mais interessante, artigos de autoridades renomadas sobre educação e cultura.

O conteúdo é interessantíssimo e nos faz pensar muito em como algo tão simples como "ler" pode fazer tanta diferença na formação dos indivíduos e, consequentemente, de uma sociedade melhor.








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26 de mar. de 2012

Escambinho de livros

Nossa, só agora me dei conta de que a Páscoa já está chegando...

Ovos de chocolate para todos os lados, as crianças aguardando o coelhinho, mas hoje fiquei sabendo de uma idéia super original para comemorar a Páscoa antecipadamente.

A loja Gafaritos, que fica na Vila Madalena, em São Paulo, convida as crianças e seus pais para o ESCAMBINHO DE LIVROS, que acontecerá no próximo sábado 31 de março. As crianças levam seus livros usados e trocam com outras crianças.

O mais bacana é que além de ser uma brincadeira educativa e incentivar os pequenos a dar um novo destino àquilo que não usam mais, fica a mensagem de renovação, que nada mais é do que o verdadeiro significado da Páscoa.

Mais informações: http://www.gafaritos.blogspot.com.br/



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11 de dez. de 2011

Espetáculo de fim de ano

Sábado fomos assistir ao espetáculo de encerramento de ano da escola das meninas. Esse ano o tema da peça de teatro foi "Planeta Vida" e cada turma encenou e dançou uma música ligada ao projeto que "estudou" durante o ano.

Foi uma peça de teatro com tudo que qualquer peça tem: cenário elaborado, fantasias, fotógrafos e, principalmente, platéia cheia. Todo ano eu me pergunto se  não é exagero, já que o investimento por criança é alto (fantasia, transporte, lanchinho...) e ainda pagamos o ingresso para cada um da família que vai assistir. Toda vez eu penso em boicotar, com o objetivo de incentivar algo mais simples, menos "broadway", com fantasias feitas pelos próprios alunos. Acho que o envolvimento das crianças seria o mesmo (ou até maior, pois também envolveria questões ambientais, evitando o desperdício e estimulando as crianças a fazerem suas próprias fantasias). Mas, quando vejo a empolgação da Gabi - que ama um palco - eu acabo cedendo.

A escola argumenta que as crianças valorizam muito os brilhos, as fantasias elaboradas e toda a superprodução que é feita para o evento. Há muitos anos acontece esse tipo de teatro e todo mundo adora.

Apesar de questionar esses pontos, eu curto muito toda a preparação e, principalmente, sentar na platéia e assistir à peça. Fico toda emocionada e orgulhosa quando vejo as meninas no palco. A Gabi já passou por isso várias vezes e nós conseguimos notar bem a evolução. Agora ela já tem várias falas e já fica no palco por um grande período de tempo, super preocupada com todos os detalhes. As vezes tenta até corrigir um coleguinha que está indo para o lado errado. A Bia estreiou este ano. Fez o papel de um cachorrinho! Não chorou, não deu trabalho e ficou tranquila durante a música inteira (e ainda teve biz!). Mas não fez muita coisa, não. Acho que não estava entendendo direito o que ela estava fazendo lá. Ficava olhando para um lado, para o outro, meio perdidona. As vezes lembrava de fazer algum movimento do cachorrinho... Muito engraçado.

Abaixo, algumas fotos das mini-artistas.
E... que venham as férias!





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25 de out. de 2011

Day Night

Como eu já falei em posts anteriores, a escolinha das meninas tem algumas atividades muito bacanas, que eu não tenho visto em outras escolas por aí.

Uma delas é chamada de Day Night.
Nada mais é do que uma noite em que as crianças dormem na escola.
Elas chegam no final da tarde de banho tomado, participam de gincanas noturnas com lanterna, comem pizza, assistem a um filminho comendo pipoca e dormem feito anjos. Cada um tem que levar seu colchonete e roupa de cama e todos dormem numa mesma sala, com seus colchões organizados lado a lado, formando um grande círculo. Uma farra só!

O último foi sexta-feira passada. A Gabi ficou a semana anterior inteira na expectativa e depois, quando voltou, ficou vários dias relembrando, contando para todos como foram as aventuras.

Ótima forma para começar a desenvolver a independência nas crianças, não acham?










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2 de set. de 2011

"Eu que fiz"

Amei o livro que a Gabi ganhou do pai esses dias: "Eu que fiz".

O livro é um manual para crianças desenvolverem projetos caseiros, que mostra passo a passo como fazer seus próprios brinquedos, roupas, acessórios, livros e muitas outras coisas bacanas. É o bê-a-bá do design, apresentado em forma de brincadeira.

O mais legal é que ele mostra que todos nós somos designers, basta um pouco de criatividade e dedicação. Mostra também que grande parte do que jogamos fora, pode se transformar em matéria-prima para muitos objetos interessantes e exclusivos.

Veja alguns projetos do livro:
bonecas de pregador


brinquedos improvisados

Para saber mais:
Ellen e Julia Lupton
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28 de ago. de 2011

Dia da Família

Ontem teve festa na escola das meninas. Foi o Dia da Família.
Elas estudam em uma escola pequena na rua em que nós moramos. Como qualquer outro lugar, a escola tem muitas coisas que eu gosto, outras que não concordo muito. Mas, para uma escola de educação infantil que só vai até os 6 anos e, melhor de tudo, fica praticamente em frente ao meu prédio, os prós são bem maiores que os contras.

Não sei se outras escolas também tem esta comemoração, mas o Dia da Família é uma das iniciativas que eu mais gosto. Acontece geralmente num sábado de agosto ou setembro e reúne num mesmo evento, a comemoração do dia dos pais e do dia das mães. A escola defende que, num mundo em que as famílias convencionais deixam de ser a maioria dos casos, esta festa é super democrática. É para os pais, mas os avós, tios, etc também são convidados. Crianças que não tem pai ou mãe, ou não mora com eles não se sente excluída. Muito pelo contrário.

E o mais interessante é que, em funcão desse evento, os alunos páram durante alguns dias para refletir sobre a importância da família em suas vidas. Preparam cartazes com fotos, contam um pouco da rotina de seus lares e ensaiam apresentações para o dia da festa.

Ontem foi a primeira vez em que eu fui para esta festa participando de duas turmas, pois a caçulinha acabou de entrar na escola e já fez sua "apresentação", um vídeo mostrando as crianças preparando as atividades. No final, nós ganhamos um cartão fofo com o pé dela '"carimbado" e uns biscoitinhos que a turma fez durante a aula de culinária.

A apresentação da Gabi foi mais completa, claro, pois ela já tem quase 5 anos. O grupo recitou uma poesia, cantou uma música linda e mostrou um filme com depoimento de cada criança para sua família. Ao invés do biscotinho, ela nos deu alfajores que aprendeu a fazer (e soube até me ensinar a receita).

Nem preciso falar que a família inteira ficou babando, não é?



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4 de ago. de 2011

O segundo filho poderia vir antes do primeiro...

Hoje foi o terceiro dia da adaptação da Bia na escola. E não é que ela já está praticamente adaptada? Acordou falando "icola", "a Bia icola"...  Pegou a mochila que o pai deu e foi puxando em direção à porta muito antes da hora de sair. Está tão empolgada com a novidade que não falou em outra coisa o dia todo: "lousa", "lança (balanço)", "dodô (escorregador)", etc.  Não sossegou nem à noite na hora de dormir. Já estava deitada no berço e continuava repetindo "a Bia icola".

A escola delas tem um processo bem bacana para os alunos novos. Não sei se outros lugares funcionam do mesmo jeito, mas lá eles conduzem o processo da forma mais natural possível. Durante os 3 primeiros dias, a criança fica na escola durante uma hora, junto com a mãe. Nesse período, a professora se dedica totalmente à criança para criar com ela uma relação de confiança. Nos dois dias seguintes, a mãe deixa a criança sozinha na escola durante uma hora e depois vai buscar. No outro, ela fica uma hora e meia sozinha, depois duas, depois três e, finalmente, o dia todo.

É claro que, se a criança se mostrar totalmente segura antes disso, eliminam-se etapas. O contrário também pode acontecer como, por exemplo, no caso da Gabriela, minha filha mais velha que ficou 3 semanas em processo de adaptação. Nos primeiros dias eu ficava com ela, mas não podia sair de perto que ela chorava. Uns dias foi o pai, outros a babá. Na verdade, a gente não quis fazer nada radical e forcá-la a ficar sozinha na escola para não traumatizá-la. Por isso fomos deixando a coisa ir bem devagar, para que ela começasse realmente a curtir a nova fase, as brincadeiras, as professoras e os colegas. Deu trabalho, mas acho que valeu à pena, pois depois de adaptada, ela passou a amar a escola e nunca fez uma reclamação a respeito.

Isso foi há quase 4 anos e chegou a hora de passar por tudo de novo com a caçulinha que hoje tem 1 ano e 9 meses. A história se repete, mas com uma diferença: ela é a segunda filha. E é incrível como tudo é muuuuito mais fácil.

Parece que o segundo filho já vem pronto. Tudo acontece de forma mais natural, não há tanta novidade. E os pais já estão mais tranquilos, mais desencanados. É por isso que tem gente que diz que o segundo filho poderia vir antes do primeiro. Seria tudo tão mais fácil...


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19 de jul. de 2011

Será que a letra de mão vai desaparecer?

Nos Estados Unidos, algumas escolas estão deixando de ensinar a letra "cursiva", segundo reportagem do Estadão de ontem (18/7). Essa forma de escrita vem sendo considerada ultrapassada e, portanto, seu ensino tornou-se opcional em 40 estados do país e, em poucos anos, será extinto.

Ao mesmo tempo que faz total sentido, já que a nova geração quase não escreve mais à mão e, quando o faz, pode usar a letra de forma, achei meio estranho. Tem coisas que a gente acha que sempre vão existir, independentemente do progresso, não é?

Imaginem, as crianças não farão mais caligrafia, não conseguirão ler anotações, cartas ou diários antigos de seus pais e avós...  Será que vão assinar em letra de forma?

Polêmico...
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3 de jun. de 2011

O Mundo do Sítio do Picapau Amarelo na Internet

Boa notícia para os fãs do Sítio do Pica-Pau Amarelo (como eu e minhas filhas): está no ar o Mundo do Sítio, um site super interativo para crianças a partir de 5 anos.

São diversas brincadeiras, histórias e músicas em companhia da turma de Monteiro Lobato, num ambiente divertido e cercado de conteúdo de qualidade.

Graças à consultoria de um especialista em educação, o site traz atividades inteligentes que estimulam o desenvolvimento infantil, jogos pedagógicos, livros digitais e até uma rede social.
Vou acessar com a Gabi e depois conto como foi!


http://mundodositio.globo.com
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31 de mai. de 2011

Viajar deixa as crianças mais inteligentes

Toda vez que viajo com as meninas por um período maior que um fim de semana, volto com a impressão de que elas evoluíram muito. Principalmente, a Bia, que hoje tem 1 ano e meio. Parece que fica mais esperta depois de uma viagem, pois sempre aprende coisas novas e experimenta novas sensações.

Agora está comprovado que não é apenas impressão. É fato! Uma pesquisa feita pela Universidade Clemson (EUA) mostrou que viajar realmente deixa as crianças mais inteligentes. Para chegar a esta conclusão, os cientistas analisaram uma turma do primeiro ano do ensino fundamental. Fizeram testes de leitura, matemática e conhecimentos gerais antes e depois das férias. Aquelas que tinham feito uma viagem com a família tiveram melhores resultados na volta `as aulas.

Segundo o coordenador desse estudo, "proporcionar `a criança a experiência de conhecer outros lugares amplia os horizontes e facilita o aprendizado."

Interessante, né? Mais um motivo para planejarmos mais viagens em família.

Fonte: revista Crescer
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30 de mai. de 2011

Estudar artes melhora o desempenho escolar

Todo mundo sabe que o contato da criança com as artes desenvolve a criatividade, a imaginação e a formação cultural.  Mas agora está provado que as artes também têm relação direta com o desempenho escolar.

Isso mesmo. Alunos que se envolvem desde cedo com artes plásticas, dança, música e cinema costumam apresentar melhores resultados nas provas de língua portuguesa e matemática, conforme relatório do Projeto Arte na Escola, da Fundação Iochpe.

O assunto foi destaque do caderno de educação do Estadão de hoje, que mostrou inúmeras outras vantagens das aulas de artes, principalmente para as escolas públicas:
-  fixa os alunos na escola, evitando a evasão. 
- contribui para o desenvolvimento da memória, do conhecimento lógico e para a formação de um ser humano mais responsável e sensível. - desenvolve a percepção da criança
- dá ao aluno novas perspectivas e visões de mundo
- apresenta uma opção de carreira para o futuro
-  leva a criança para um universo além da mídia de massa.

Interessante, não é?
E o melhor é que são coisas tão simples que podem fazem uma grande diferença na vida de um ser humano.

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4 de mai. de 2011

Na educação dos nossos filhos...

Na educação de nossos filhos
Todo exagero é negativo.
Responda-lhe, não o instrua.
Proteja-o, não o cubra.
Ajude-o, não o substitua.
Abrigue-o, não o esconda.
Ame-o, não o idolatre.
Acompanhe-o, não o leve.
Mostre-lhe o perigo, não o atemorize.
Inclua-o, não o isole.
Alimente suas esperanças, não as descarte.
Não exija que seja o melhor, peça-lhe para ser bom e dê exemplo.
Não o mime em demasia, rodeie-o de amor.
Não o mande estudar, prepare-lhe um clima de estudo.
Não fabrique um castelo para ele, vivam todos com naturalidade.
Não lhe ensine a ser, seja você como quer que ele seja.
Não lhe dedique a vida, vivam todos.
Lembre-se de que seu filho não o escuta, ele o olha.
E, finalmente, quando a gaiola do canário se quebrar, não compre outra…
Ensine-o a viver sem portas.

 
-Eugênia Puebla-
(retirado do blog Futuro do Presente)
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3 de mai. de 2011

Pausa para reflexão: pressão pelo sucesso

Não sei se vocês viram uma entrevista que saiu recentemente na Isto É com o psiquiatra Roberto Shinyashiki. Apesar de ser um especialista em auto-ajuda, autor daqueles livros super comerciais que costumam liderar os rankings de mais vendidos, gosto de muita coisa que ele escreve.

Essa entrevista era sobre a pressão que sofremos na nossa vida para sermos pessoas "bem sucedidas". E vale lembrar que, para nossa sociedade, ter sucesso significa ter o melhor carro importado, ser diretor de uma multi-nacional, viajar várias vezes por ano para o exterior, etc. 

Existem muitas que pessoas passam a vida inteira perseguindo esse tal sucesso, sem alcançá-lo, o que acaba frequentemente gerando depressão e diversos tipos de paranóias. Em alguns países como o Japão, por exemplo, os índices de suicídio são altíssimos, por conta de toda essa pressão.

Até aí, nenhuma novidade. Mas, o que mais me chamou atenção nessa entrevista, e achei que valia `a pena dividir aqui, foi o fato de que doenças como depressão são cada vez mais precoces nos dias de hoje.
"O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece.", diz Shinyashiki. 
Segundo ele, "A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas.
Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo."
Acho que vale parar para pensar, não é?
Para quem tiver interesse, recomendo ler a entrevista completa. É um convite `a reflexão, principalmente para quem tem filhos pequenos.
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10 de jan. de 2011

Contando História

A Gabi está na fase das histórias. Adora que a gente leia livrinhos, principalmente contos de fadas. Também curte muito ouvir histórias de quando eu era criança e, recentemente, começou a contar suas próprias histórias. E elas são sempre longas, cheias de detalhes, de caras e bocas. Muito engraçado!

Durante nossas férias na praia, sentimos falta dos livrinhos nos dias chuvosos. Mas acabamos encontrando uma alternativa super legal na internet: um site cheio de histórias infantis para todos os gostos, o Contando História. São contos da Disney, textos divertidos de autores brasileiros e estrangeiros, poesias, fábulas e até histórias enviadas pelos internautas.

As preferidas da Gabi eram as tradicionais Branca de Neve, Bela Adormecida e Peter Pan (que ela não se cansa de ouvir, assistir o DVD, folhear o livro, etc). Depois de cada história, ela gostava de ver os desenhos para colorir, que podem ser impressos.

Pra quem tem filhos nessa fase, recomendo! O único ponto fraco, na minha opinião, é a navegação, que é meio confusa e pouco intuitiva.
Mesmo assim, vale a visita.
www.contandohistoria.com

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21 de dez. de 2010

Consumo sustentável de livros e uniformes

Muito bacana a iniciativa dos pais de alunos do Colégio Vera Cruz, de São Paulo. Eles criaram a Troca Solidária, ação que tem como objetivo estimular a troca de livros e uniformes usados.

Durante o mês de dezembro, os pais voluntários fazem plantão na saída da escola, orientando os outros pais sobre a ação. Em janeiro, será montado um espaço na escola para que os pais possam ver e pegar as peças que foram recolhidas no período de doação.

O mais legal é que, apesar de ser um colégio de onde a maioria dos pais tem condições financeiras de comprar coisas novas, existe a preocupação em ensinar aos filhos a noção de coletividade e mostrar que não há necessidade de consumir coisas novas o tempo todo.

fonte: O Estado de São Paulo
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22 de nov. de 2010

Dicas para o livro sair da estante

Eu adoro ler. Sempre gostei, desde pequena. Costumava ser uma das alunas mais assíduas do clube de leituras da minha sala de aula.

E é claro que sempre tentei incentivar minhas filhas a gostarem de ouvir histórias e curtirem o mundo dos livros. A Gabi sempre se interessou, mas ultimamente confesso que é difícil fazê-la parar de ver um programa do Disney Channel e olhar para um livrinho. Acho que é normal, não é? Mas confesso que as vezes fico meio preocupada...

Encontrei recentemente no site da revista Crescer algumas dicas para fazer "o livro sair da estante".
Algumas são óbvias. Outras são bem interessantes e acho que podem ajudar. Vou tentar colocá-las em prática!

Aqui vão algumas delas:

- Não importa em que lugar da casa os livros estejam guardados, mas eles devem estar acessíveis em armários ou prateleiras baixas, para as crianças conseguirem pegar com facilidade.
- Devem ser mantidos limpos e organizados da forma mais simples para você e seu filho (por gosto, tema, ordem alfabética...)
- Livro impecável é livro não lido. Ensine seu filho a preservar o livro, mas não exagere: tem que ter cara de usado mesmo, de mexido e remexido.
-  Toda hora é hora e todo lugar é lugar. Em uma sala de espera de consultório, em uma viagem de carro, no quarto, na sala, no jardim, no banheiro... O importante é a leitura acontecer quando houver disposição da criança e de quem lê para ela.
- Ver os pais lendo é um dos melhores incentivos para a criança. Aproveite a hora em que você está com seu livro para estimular a criança a folhear o dela.
- Leia com calma. Degustem o livro em parceria. Se a criança quiser ficar mais tempo em uma ilustração ou se quiser fazer perguntas, deixe a conversa rolar. Se for o caso, use um marcador e continue a leitura no dia seguinte.
- Evite fazer a leitura em um único tom de voz. Vá mudando a entonação de acordo com os momentos da trama, troque olhares com a criança, faça comentários, perguntas, dê risada, chore, expresse suas emoções.
- Interrompa a leitura se estiver lendo um livro mais complexo, e converse com seu filho sobre a história. Assim, você cria oportunidade de ele questionar.
- Uma história sempre há de ser relembrada. Que tal no carro, um papo sobre a história da noite anterior? Ações como esta podem mostrar que livro é algo que fica dentro da gente. E que isso é uma delícia.
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3 de nov. de 2010

Qual o melhor método de ensino?

Tradicional ou Construtivista? Waldorf ou Montessoriano?
Como o assunto me interessa e, coincidentemente, algumas amigas me pediram pra falar sobre isso no blog, fui pesquisar um pouco. O tema é muito rico e permite muitas reflexões. Mas, vamos tentar simplificar:

TRADICIONAL
Modelo de ensino difundido pelas escolas públicas francesas a partir do Iluminismo (séc. XVIII).
- Método preferido dos grandes colégios.
- O papel do professor é ensinar. E o do aluno é assimilar o conhecimento através de muita teoria e exercícios.
- O conhecimento está pronto e o aluno tem um papel mais passivo.
- Ênfase na memorização e na reprodução do conteúdo por meio de exercícios.
- A nota é a principal forma de saber se o aluno aprendeu ou não.
- O vestibular é o objetivo principal.
- Ideal para crianças que preferem ambientes previsíveis.
- Escolas tradicionais costumam ser rígidas em relação à disciplina.

Este método foi considerado não-crítico e ultrapassado nas décadas de 60 e 70, mas ainda tem muita importância para os educadores. Seus defensores enfatizam que não há como formar um aluno crítico e questionador sem uma base sólida de informação.

CONSTRUTIVISTA
Desenvolvido pelo filósofo Jean Piaget (1896-1980)

- O aluno constrói o seu próprio conhecimento a partir da interação com o meio em que vive.
- Prioriza o conhecimento que a criança traz consigo e tenta aprofundá-lo e reconstituí-lo em situações diferentes.
- O aprendizado acontece espontaneamente e não é imposto. A criança pode até se alfabetizar sozinha, desde que esteja em ambiente que estimule o contato com letras e textos.
- O papel do professor é coordenar as atividades, perceber como cada aluno se desenvolve e propor situações de aprendizagem expressivas.
- Acompanha a curiosidade da criança, propondo atividades com temas que a interessam naquele momento, sem se prender a um currículo rígido.
- A informação e o conteúdo são fundamentais, mas o processo pelo qual o aluno chega a eles e como estabelece relações e comparações é o mais importante. Dessa maneira, as escolas acreditam que formam crianças mais críticas, opinativas e investigativas.
- As disciplinas estão voltadas para a reflexão e auto-avaliação, portanto as escolas construtivistas costumam ser mais liberais.

WALDORF
Método criado pelo filósofo alemão Rudolf Steiner, a partir de 1919.

- Segue uma linha educativa naturalista, onde ação, pensamento e sentimento são integrados em atividades corporais e artísticas.
- É contra o uso da televisão e de brinquedos industrializados, prefere dar aos alunos pedaços de madeira para que eles os transformem em brinquedos.
- Os alunos são divididos por faixas etárias e não por série, pois se acredita que cada idade tem necessidades específicas a serem atendidas.
- É contra a alfabetização antes dos sete anos de idade. O tempo de aprendizado de cada aluno é respeitado.
- Não há repetências e os professores guiam uma mesma turma durante um ciclo de sete anos. (O aluno waldorfiano estuda com a mesma turma dos 7 aos 14 anos.)
- Não tem o vestibular como prioridade.
- O método dá igual importância às formações ética, estética e acadêmica.
- A relação da entidade com a família é intensa. As escolas que seguem essa linha têm princípios mais radicais e esperam dos pais uma postura sintonizada com a sua filosofia educacional.

MONTESSORIANO
Desenvolvido pela italiana Maria Montessori (1870-1952).

- A criança é responsável pelo próprio aprendizado.
- O método valoriza a personalidade de cada criança, e enfatiza as experiências e o manuseio de materiais para obter a concentração individual e o aprendizado.
- O professor sugere as atividades e orienta o aluno. Primeiro, a criança experimenta, depois é levada à teoria. A própria criança se corrije, adquirindo assim maior autoconfiança.
- Prioriza atividades motoras e sensoriais que aproximem o aluno da ciência, da arte e da música.
- Alfabetização feita através de fonemas.
- Disposição circular da sala de aula, prateleiras com jogos pedagógicos acessíveis aos alunos, cubos lógicos de madeira para o ensino de matemática são algumas das inovações do método montessoriano usadas até hoje nas escolas.

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Conclusão?
Acho que não existe método bom ou ruim. Todos têm pontos positivos e negativos - óbvio-, e podem funcionar para algumas crianças e não para outras. Além disso, muitas escolas hoje em dia, não seguem linhas pedagógicas tão pré-estabelecidas assim. A escolinha da Gabi, por exemplo, tem um método próprio, que mistura o construtivismo com a linha montessoriana. Eu gosto bastante...

O mais importante, na minha opinião, é tirar o foco da parte teórica da coisa e ir visitar escolas, conversar com pessoas. Analisar o que é mais indicado para a criança e o que combina mais com o estilo de vida da família.

E você, o que acha?


Fonte: Folha Online - Educação; Revista Crescer; Revista Isto É
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26 de out. de 2010

Que escola você busca para o seu filho?

Li esse texto no blog Ombudsmãe e gostei muito! Achei que que valia a pena reproduzí-lo aqui:

"Existem escolas onde Eva aprende a ler vendo a uva. Em outras, Eva caça formigas, faz um formigário, observa, registra e quando vê já está lendo e escrevendo.

Existem escolas onde as crianças aprendem arte pintando figuras xerocadas. Noutras, escovas, vassourinhas e rodinhos viram pincéis que, mergulhados em tinta, cobrem o chão, paredes e tudo o mais que a imaginação, e não o tamanho do papel, mandar.

Existem escolas que dividem as turmas em fortes, médios e sem chance. Noutras, alunos, funcionários e educadores são colocados no mesmo espaço, para mostrar que todos são igualmente importantes e que o calor humano é muito mais gostoso que a frieza da competição.

Tem escolas onde as crianças pesquisam a vida do ilustríssimo Fulano de Tal. Noutras, elas também pesquisam sobre o Profeta Gentileza e aprendem que não adianta ser ilustre se não se sabe ser gentil.

Tem escolas que ensinam a andar na linha pontilhada para despertar a disciplina. Outra botam os pequenos pra andar sobre plástico bolha para despertar os sentidos.

Tem escolas monitoradas por câmera e bedéu. Noutras, olhos surreais de Salvador Dali espiam através dos vitrais de estranhas catedrais de papel.

Tem escolas brancas, limpas e imaculadas. E escolas onde os alunos mergulham sem medo na sopa da vida para descobrir que sem amebas, fungos e bactérias não há digestão. Não há gente. Não há Terra. Não há vida.

Tem escolas onde se aprende que o leite vem da vaca. Noutras, estuda-se a vida do homem do campo, do homem da cidade e que um depende do outro para que o leite que sai da teta da vaca chegue na caixinha de achocolatado.

Tem escolas cheias de certezas absolutas. E outras cuja única certeza é seguir experimentando.

Eu sei que escola quero para meus filhos. E você?"

Escrito por Tais Vinha, blogueira, mãe e escritora.
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25 de out. de 2010

Ler faz crescer

A Fundação Itaú está distribuindo gratuitamente um kit de livros infantis. O objetivo é incentivar a leitura entre as crianças de até 6 anos.
São 4 volumes diferentes e quem recebe assume o compromisso de ler um livro para uma criança e repassá-lo para outra pessoa fazer o mesmo.

Para pedir o kit, basta entrar no site e se cadastrar.
Eu já pedi o meu!


http://www.lerfazcrescer.com.br


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